A comida tem que servir o vinho. A harmonização vem pra somar e contribuir na hora de montar uma tábua de queijos, por exemplo. A comida não pode se sobressair para não comprometer a bebida e o mesmo acontece com a bebida acabar sendo muito marcante e a comida ficar em segundo plano. A combinação perfeita possui equilíbrio. Parece missão impossível? Nem tanto. Mas uma ida ao supermercado para escolher os candidatos pode ser mais demorada do que ir colocando qualquer queijo e/ou vinho no carrinho. Vamos ajudar a simplificar nas linhas abaixo.
Existem regras e elas devem ser seguidas. A primeira regra é que deve haver harmonia entre os laticínios escolhidos. Existem queijos mais suaves, neutros e outros mais marcantes. De maneira simples, imagine colocar depois tipos de queijos marcantes juntos. O que vai acontecer é o resultado da sobreposição de estilos, resultando em uma briga de sabores. Um vai tentar roubar o protagonismo do outro.
Para quem está começando a se aventurar nesse universo de sabores e harmonizações o mais indicado é tentar combinações menos complexas, tal como, uma tábua de queijo simples e não mesclada. Afinal, não podemos esquecer que além de combinar os queijos entre si, também é preciso levar em consideração a escolha do melhor vinho para aquela tábua escolhida.
A segunda regra pode ser compreendida em: quanto mais simples, melhor. Ao optar por uma tábua mesclada, isto é, vários tipos de queijo, escolher o vinho ideal é mais complexo. Nesse caso, a melhor saída provavelmente seria escolher um vinho neutro. Cada categoria de queijo têm seu vinho ideal, seu melhor par. Em alguns casos, depende muito do paladar de quem irá experimentar, mas via de regra, as combinações ajudam a tornar a experiência mais harmônica e agradável.
Agora que você, leitor, teve essa rápida introdução, confira abaixo algumas opções de tábuas e suas respectivas categorias:
- Tábua original por bebida: aqui a escolha é feita de acordo com o vinho escolhido. Decidido o rótulo você define os queijos que irão harmonizar. Exemplo: se optou por um Sauvignon Blanc, a escolha de queijos frescos é a ideal.
- Tábua regional: vinho e queijo da mesma região. Chamamos de harmonização regional. Exemplo: queijo produzido na região do Piemonte combinando com vinho produzido do Piemonte.
- Tábua do laticínio: uma das mais tranquilas de elaborar, pois consiste em apenas pertencer a mesma categoria, sendo na maturação ou no leite. Dessa forma a escolha do vinho é simplificada e assertiva. Exemplo: queijos duros como o Pecorino e o Parmesão.
- Tábua sequência de queijos: deixamos a mais complexa por último. Aqui a regra é servir cada queijo com seu vinho ideal logo na sequência. É preciso um certo conhecimento aqui. Pois, a ordem de degustação vai do mais doce ao mais acentuado em termos de sabor. Sem sombra de dúvidas, essa tábua é a mais trabalhosa e custosa das opções anteriores. Porém, a experiência é única. Exemplo: pode iniciar com queijos frescos com um vinho branco frutado, seguindo de queijos com mofo acompanhados de Pinot Noir e, por fim, finalizando com queijos azuis (os mais marcantes) e um vinho de sobremesa.
Viu só como vai muito além de uma simples ida ao supermercado? Agora, não pense que para por aí. Vinho não combina somente com queijo: pão e torradas, geleias e frutas, charcutaria são outros exemplos de combinações maravilhosas. Mas esse tema é para um outro dia. Até breve.